De Onde Vem o Dinheiro para Crianças
InicianteDez episódios para crianças de 6 a 8 anos, apresentados pelo Mig, um menino de cinco anos que segue um único trilho com dez paradas, acendendo uma a cada episódio, seguindo o dinheiro desde um tempo antes de ele existir até voltar bem para onde começou. Ele abre numa feira de verdade com o problema real de trocar coisa por coisa: trocar só funciona quando os dois querem, na mesma hora, exatamente o que o outro tem, e foi por isso que as pessoas escolheram a conchinha, usada como dinheiro de verdade na África e na Ásia por séculos. Depois vêm as primeiras moedas de metal, cunhadas com uma liga de ouro e prata na antiga Lídia, e o papel-moeda nascido na China muito antes de chegar na Europa, os dois valendo alguma coisa só porque todo mundo combinou aceitar, como um vale que passa de mão em mão. Depois o padeiro, o agricultor, quem dirige o ônibus, quem ensina e quem cuida de quem está doente, cada um com um trabalho bem diferente e cada um pago porque fez algo que outra pessoa precisava, fechando com a nota honesta de que se na casa de uma criança ela recebe um pouquinho de vez em quando, isso também veio do trabalho de alguém. Depois um preço aberto que nem uma caixa, mostrando as camadas empilhadas de quem plantou, carregou e vendeu uma fruta, e como ter pouco ou muito faz o preço subir ou descer. Depois o próprio caixa da loja, o recibo que prova uma compra, e a conta de subtrair simples por trás do troco. Depois o dinheiro que fica no caixa, seguido até o motorista do caminhão e a turma da roça que nunca conhecem o cliente mas recebem o pagamento do mesmo jeito. Depois a Casa da Moeda, o único lugar autorizado a fabricar moeda e nota de verdade, sua marca d'água, seu fio de segurança e seu relevo, e a resposta honesta pra pergunta que toda criança faz: imprimir montanhas de nota a mais não deixa ninguém rico, só faz os preços subirem. Depois o banco, que guarda em segurança o que não cabe no bolso, deixa um cartão ou um celular mover dinheiro sem nenhum papel, e empresta o que está guardado, sempre devolvendo um pouquinho a mais pra quem confiou e pedindo um pouquinho a mais de quem pegou emprestado. Depois um cofrinho enchendo moedinha por moedinha, mostrando que juntar significa poder mais depois, e que escolher uma coisa sempre significa deixar outra de lado. Fecha percorrendo a volta inteira até o abraço de uma família, uma tarde de brincadeira e a companhia de alguém, as coisas boas que nenhuma moedinha consegue comprar, além da ideia de que ter um pouquinho a mais pra dividir faz essa volta girar de um jeito mais bonito. O curso não cita marca nenhuma nem loja real; nunca põe na boca de uma criança um valor de dinheiro de verdade, contando só 'moedinhas'; nunca liga quanto uma família tem ao quanto alguém trabalhou nem ao valor de ninguém como pessoa; a mesada, quando aparece, é sempre apresentada como algo que uma casa pode escolher dar, nunca como um direito que toda criança tem; e os juros sempre aparecem pelos dois lados, o pouquinho que quem guarda ganha e o pouquinho que quem pega emprestado devolve.
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Dicas
Ver tudoPor que a frase de fecho nunca pode ser curta
A lição de um curso anterior que quebrou 'Let's go! See you there!'
O fecho do curso: o dinheiro anda em roda
E existe coisa que ele não compra
A pergunta que toda criança faz, respondida sem enrolação
Por que imprimir mais notas não deixa ninguém rico
Mesada aparece como 'se', nunca como direito
A única frase do curso que toca em dinheiro de casa, e como ela foi escrita
